
Funcionários que trabalham na reforma da Ponte Dom Pedro II, entre Cachoeira e São Félix, no Recôncavo da Bahia, estão em paralisação devido ao descumprimento da convenção coletiva de trabalho por parte da empresa contratada, resultando em salários menores, falta de benefícios e más condições de trabalho. A informação foi confirmada por José Luís, diretor do sindicato da categoria, em entrevista ao Diário da Notícia.
A paralisação dos trabalhadores na reforma da Ponte Dom Pedro II, entre Cachoeira e São Félix, é motivada pela negativa da empresa contratada em cumprir a convenção coletiva de trabalho do Sintepav-BA (sindicato da categoria). A empresa, originária de Minas Gerais, prefere seguir a convenção do Sitracon (sindicato do estado mineiro), oferecendo salários e benefícios inferiores aos previstos na convenção local. Isso resulta em prejuízos diretos para os funcionários, incluindo salários menores, ausência de cestas básicas e PLR, além de más condições de trabalho e atribuições de funções fora do contrato.
Apesar de tentativas de mediação junto ao Ministério do Trabalho, a empresa se recusa a negociar, levando os trabalhadores a iniciarem uma paralisação. A situação afeta aproximadamente 30 funcionários, número que deve aumentar com novas contratações. A paralisação é indefinida e somente será encerrada após a empresa se comprometer a cumprir a convenção coletiva e negociar as reivindicações dos trabalhadores.
O diretor do sindicato, em entrevista à reportagem do Diário da Notícia, destaca a importância da divulgação da situação para a população de Cachoeira e São Félix, informando sobre os motivos da paralisação e as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores. O representante do sindicato reforça ainda a necessidade de diálogo e a busca por uma solução justa que garanta os direitos dos funcionários. Informações do repórter Adriano Rivera do Diário da Notícia.